“Seria bom que tivéssemos uma manutenção anual”, afirma diretora do Museu Regional do São Francisco

“Seria bom que tivéssemos uma manutenção anual”, afirma diretora do Museu Regional do São Francisco
A casa que abriga o Museu começou a ser construída em 1920 e ficou pronta em 1925. adicionada no dia 12/09/2018 11:32h

No dia dois de Setembro um incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro. A instituição completou 200 anos em 2018 e já foi residência de um rei e dois imperadores. A maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, foi totalmente destruída. Fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte viraram cinzas. Parte considerável da história do Brasil desapareceu.

O incêndio causou tristeza e lamento por parte de pesquisadores e amantes de artigos históricos. A tragédia refletiu a carência de uma política nacional de manutenção dos acervos históricos no país.

Criado em 1978, em Juazeiro, a Fundação Museu Regional do São Francisco, com cerca de cinco mil peças, conta a história da região do São Francisco através de fotografias, quadros, mobílias, itens da navegação, ferramentas de trabalho variadas, documentos antigos, louças e, como não poderia faltar, uma grande coleção de carrancas. A casa que abriga o Museu começou a ser construída em 1920 e ficou pronta em 1925.

Por essa razão (a idade do imóvel), a diretora do museu, a professora Rosy Costa, afirma que seria bom uma manutenção anual. “A última grande restauração do museu foi em 2008. Juazeiro é muito quente, os fios (da instalação elétrica) ressecam. Uma faísca aqui pega fogo na casa inteira e acaba com tudo. Tanto é que colocamos disjuntores que podem suportar som, vídeo... mas o necessário é que nós tivéssemos mesmo era aquela instalação apropriada pra incêndio”, ressaltou a professora.

Sobre o material em papel, a diretora aponta que em Juazeiro não tem problema de umidade,  e isso facilita a manter a documentação. “O que nos ajuda é que o lugar é quente. Não é como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo que chovem muito. E também existe documentação nossa que já está digitalizada, em parceria com a Universidade do Estado da Bahia (UNEB)”, frisou. Apesar das necessidades, Rosy Costa enfatiza que “no geral, se está conseguindo levar adiante”.

O Museu Regional do São Francisco fica aberto à visitação de terça-feira a sexta-feira, das 09h a 13h e fica localizado à Praça Imaculada Conceição (praça da Bandeira ou praça da Catedral), nº29.     

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